| Anos 50, subindo na prancha |
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Já nos anos 50 a praia enchia nos fins de semana e um crowd razoável de bodysurfers se aglomerava nos quebra-cocos do Arpex. O estacionamento dos carros já era intenso. Em Ipanema havia muitos prédios e o bonde não era mais suficiente para o transporte da massa. Surgia então a primeira geração do surf propriamente dita. Nomes como os de Paulo Preguiça, Luiz Bisão Vital, Irencyr Beltrão, Paulo Bibliano e o mito da época, Arduino Colassanti, entre outros, começaram a usar as primeiras pranchas de madeira, ainda sem quilhas, as chamadas portas de igreja.. Segundo Arduino, Luiz Vital era engenheiro e fez uma prancha experimental com rocker (envergadura no bico) para não embicar. A partir dessas experiências, Luiz fez mais seis pranchas maiores, que tinham uma ripa no fundo, do meio para trás, e atuava como quilha. Ele distribuiu essas seis pranchas entre a rapaziada que surfava melhor. Foi um presentaço! Pode-se dizer que o surf no Rio começou com essas seis pranchas. Com elas, mais gente foi pegando onda em pé. Essa turma era formada por uns dez caras. Nesta época, Irencyr descolou um carpinteiro na Ilha do Governador que começou a fabricar pranchas de compensado naval. Arduino viu uns pranchões numa revista náutica americana que tinham quilhas verticais, mais próximas de hoje, que foram testadas e aprovadas. Nasciam às antológicas madeirites. O nome deste fabricante passou a ser guardado em sigilo pela turma. Mesmo assim o segredo não durou muito. Um belo dia Arduino chegou na praia e contou 16 surfistas no pico. Ingenuamente achou que estava crowd demais. Imagine hoje, duzentos surfistas acotovelando-se e gritando no pico. Nem tubarão fica. Depois outro marceneiro começou a fabricar madeirites bem ali no Arpex. |