| As primeiras pranchas de fibra de vidro e a visita de Peter Troy ao Brasil |
| A partir daí começaram a fazer pranchas de isopor com epox. Foi então que o lendário australiano Peter Troy passou pelo Rio, vindo do Peru pelo norte, passando pela floresta amazônica. Ele ficou muito doente por lá e ficou hospedado na casa de Irencyr. Quando ele foi ao Rio, riu muito quando viu nossas pranchas no Arpoador. Era um dia de sudoeste. Peter pegou uma daquelas pranchas, foi ao Canto do Recreio e impressionou, andando muito bem. Emocionou a todos quando deu uma virada superradical e pendurou-se num belo hang-five. Ninguém havia visto aquilo antes. Havia um garoto, estudante do colégio americano, que tinha uma prancha de verdade, de fibra de vidro e importada, levíssima. Esse garoto chamava-se Russell Coffin, que anos depois foi o introdutor da Clark Foam no Brasil. Bem, Russell emprestou sua prancha ao Peter Troy, que deu uma verdadeira demonstração no Arpoador. Vale lembrar que Russell, além de responsável pelo início da Indústria do Surf é atualmente o autor de vários projetos de proteção ambiental como o Parque Marinho de Fernando de Noronha. Esse dia foi um marco na história. A partir daí começaram a surgir muitas pranchas importadas de fibra, possibilitando o surf em ondas pequenas também, pois não se caía em dias assim. Além disso, essa geração passou a desbravar points nunca surfados como Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra, Recreio, Macumba, Guaratiba, Saquarema, Cabo Frio e Búzios. |